Foragido da operação Boi de Ouro, de combate aos crimes de furto de gado e homicídio, é preso pela PM em Verdelândia

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Um homem que estava foragido desde a operação Boi de Ouro, de combate aos crimes de furto de gado e homicídios, foi preso pela Polícia Militar em Verdelândia (MG).

Segundo a PM, como algumas pessoas não foram localizadas na época da operação, realizada pela Polícia Civil em maio deste ano, os policiais passaram a fazer o monitoramento e levantamento de informações com o objetivo de capturá-las.

Uma equipe de militares fazia patrulhamento, nesta segunda-feira (30), quando visualizou o foragido, de 35 anos, que é de Jaíba (MG).

Com o apoio do setor de inteligência do 51º Batalhão e por meio de consultas, foi constatado que o homem realmente estava sendo procurado. Ele foi preso na Avenida Ursino Cardoso e levado para a delegacia da Polícia Civil em Janaúba.

Prisão de vereador
Na última quinta-feira (26), a Polícia Civil cumpriu um mandado de prisão temporária contra um vereador de Verdelândia. Ele se apresentou na delegacia de Jaíba na noite dessa quarta-feira (25) acompanhado de um advogado e permaneceu em silêncio ao ser interrogado.

“O suspeito é apontado como o chefe de uma organização criminosa especializada em homicídios e furtos de gados. Ele encontra-se no Sistema Prisional à disposição da Justiça”, disse a PCMG por meio de nota enviada à imprensa.

O nome do investigado não foi divulgado pela Polícia Civil e o G1 não conseguiu falar com a defesa dele.

Polícia Civil cumpre mandado de prisão contra vereador investigado por furto de gado e homicídios no Norte de Minas

Sobre a operação
Nove pessoas foram presas pela Polícia Civil durante a operação Boi de Ouro, realizada em 18 de maio, em Janaúba, Jaíba e Verdelândia.

Dos presos, sete eram alvos de mandados de prisão temporária e dois acabaram detidos em flagrante por posse ilegal de arma e munição.

Os policiais cumpriram ainda 18 mandados de busca e apreensão, foram apreendidas duas polveiras, duas pistolas, um revólver, munições, R$ 100 mil em espécie, eletrônicos e joias.

“O patrimônio adquirido por meio de crimes e fraudes possibilitou que os investigados vivessem uma vida de ostentação, com acervo milionário. Com as vendas dos produtos de furto destinados a abastecer o comércio de carne nas cidades da região, o grupo atingiu um enriquecimento fraudatório”, informou a Polícia Civil na época.

De acordo com a polícia, os fatos começaram a ser apurados após dois vaqueiros serem mortos em Janaúba nos anos de 2017 e 2019.

Durante a investigação, foi constatado que eles foram vítimas de “queima de arquivo”. Ambos faziam parte do grupo criminoso e foram assassinados quando quiseram deixar a organização.

“Quando recusaram a continuar nesta empreitada criminosa, a família, com receio de ser delatada, encomendava os homicídios. Dessa forma, eles poderiam continuar praticando seus crimes sem contratempo” explicou a delegada Bruna Barros em informações divulgadas pela Polícia Civil.

As provas levantadas pela Polícia Civil apontam ainda que o grupo investigado teria também ligação com um outro homicídio, ocorrido em 2021, em Jaíba. O assassinato foi motivado por vingança após a morte de um dos líderes da organização, que ocorreu durante o cometimento de furto de gado, em 2020. O crime foi encomendado por R$ 20 mil.

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